Os bancos privados respondem a decisão do BB e da Caixa de baixar juros sobre empréstimos

Após a diminuição dos juros sobre os empréstimos aos consumidores decidido pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, os Bancos privados apresentam ao Governo Federal, mais precisamente para o presidente do Ministério da Fazenda Murilo Portugal, um conjunto de propostas com o objetivo de reduzir o custo do crédito no País.

Entre as sugestões elaboradas pelos diretores da área de crédito e risco dos bancos privados, além de redução de impostos, tem medidas para tornar mais fácil a execução da dívidas de inadimplentes e o pedido de autorizar os tomadores do empréstimo para oferecer como garantia quotas de previdência privada.

Os representantes dos bancos privados acham que a diferença entre o custo da aquisição de novos clientes e o lucro que o banco ganha do beneficiário do empréstimo so poderá cair se o Governo tomar medidas de longo prazo para melhorar as condições legais e tributárias.

Apesar desta redução importante da taxa de juros aplicada pelos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) os bancos privados não preveem de sofrer uma perda de clientes, confiando na relutância natural dos clientes para mudar de banco.

As empresas financieiras privadas também lamentam que o Cadastro Positivo na forma em que foi aprovado no ano passado pela Presidenta Dilma Rousseff é de dificil aplicação. O objetivo desta lei era permitir aos bancos de avaliar o risco na concessão de um empréstimo podendo facilmente acessar um banco de dados onde saber se um cliente é bom ou mau pagador e de consequencia medir a taxa de juros aplicada em relação ao risco assumido. O problema é que a lei exige a autorização do cliente para cada consulta e deixa ao banco toda a responsabilidade pelo uso das informações, dificultando desta forma as consultas do cadastro.

Outro pedido feito pelos representantes do setor privado, uma proposta que eles acreditam que pode beneficiar muito a concessão de financiamentos para a compra de veículos, é que seja permitido aplicar o princípio do “incontroverso”, que hoje vale apenas pelo financiamento de imóveis em todas as modalidades de empréstimo.
O mecanismo do “incontroverso” obriga o devedor a continuar pagando a dívida principal em caso ele entre na justiça para questionar juros que considera fora da lei.

Em conclusão, a principal reclamação dos representantes dos bancos privados é para que o Governo tome providencias para reduzir a inadimplência dos devedores, que ainda está alta, e que corte os tributos, permitindo assim de consequencia uma redução da taxa de juros.

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